Mais uma vez a Família Azul Marinho não consegue eleger representantes para defender os interesses da categoria na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
Nenhuma das lideranças da categoria que disputaram o pleito eleitoral conseguiram se eleger. O mais votado deles foi o GM Eliel Miranda, candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo, que obteve 48.092 votos.
A segunda liderança mais votada, que também não conseguiu se eleger, foi o GM Jones Moura, candidato a deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, que obteve 16.235 votos.
Candidata a deputada federal pelo Estado do Paraná, a GM Rejane Soldani, dirigente da Fenaguardas, foi a terceira liderança mais votada. Ela obteve 5.810 votos.
A quarta liderança mais votada foi o GCM Nogueira, também não conseguiu se eleger. Ele foi candidato a deputado federal pelo Estado da Bahia e obteve 5.407 votos.
O quinto Guarda Municipal e liderança que também não obteve êxito nas urnas, foi o Comandante Naval, que disputou a vaga de deputado federal pelo Estado de São Paulo, obtendo 526 votos.
O estado de Alagoas não teve candidato a deputado federal, no entanto, contou com uma única candidata a deputada estadual, a GM Solange Dias, que também não conseguiu se eleger e obteve 99 votos.
A situação dos Guardas Municipais é preocupante no cenário político, uma vez que o principal opositor da Família Azul Marinho em Brasília, o deputado federal pelo Estado de São Paulo, Capitão Augusto, foi reeleito.
Caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente no segundo turno, a tendência é que o deputado, Capitão Augusto, retorne ainda mais disposto a combater o crescimento e o fortalecimento das Guardas Municipais no país.
O próximo alvo do deputado, contra o avanço das Guardas Municipais, deverá ser à PEC 18/2025 (Pec da Segurança Pública), proposta que eleva as Guardas Municipais ao status de Polícia Municipal.
Sem um ou mais deputados federais da categoria em Brasília, a tendência é o texto da PEC 18 sofrer mais alterações desfavoráveis, como as que foram incluídas no texto da proposta, com exigência absurda de acreditação, não reconhecimento das atuais Guardas Municipais como polícia, e exigência de capacidade financeira das prefeituras para criar a Polícia Municipal.





