O presidente da Associação Nacional de
Altos Estudos em Guardas Municipais (ANAEGEM), Izdalfredo Nogueira, divulgou áudio
nas mídias sociais, no último final de semana, cobrando da Federação Nacional
de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil (FENAGUARDAS), que a entidade
entre com um mandado de segurança, na esfera federal, visando assegurar direito
isonômico aos Guardas Municipais do Brasil em caso de haver afastamento ou
contaminação pelo COVID-19.
Durante a cobrança dirigida a
FENAGUARDAS, Nogueira destacou que os Guardas Municipais do Brasil “continua
sem direito a Previdência Social”. Ressaltou que a categoria vem contribuindo
no combate ao COVID-19 “sem nenhuma garantia”. Lembrou que, se um Guarda
Municipal se infectar e falecer a aposentadoria deixada será “apenas de 50%
mais 10% do seu salário base”.
Cobrando iniciativa da FENAGUARDAS, Nogueira
salientou que a Federação, por dispor de maior estrutura financeira, “deveria
mover um mandado de segurança”, na esfera federal, “para promover o direito a
aposentadoria especial”, ou pelo menos a “inclusão da categoria na TNU 222”, o
que classificaria a profissão de Guarda Municipal como sendo de risco dado a
exposição a agentes biológicos.
Por fim, Nogueira faz apelo para que
Guardas Municipais do Brasil filiados a Sindicatos membros da FENAGUARDAS cobre
a impetração de mandado de segurança visando garantir direito de isonomia
frente a qualquer tipo de situação decorrente da exposição ao risco de
contaminação pelo COVID-19.
A cobrança feita pelo presidente da ANAEGEM,
Izdalfredo Nogueira, em defesa dos Guardas Municipais do Brasil, não agradou a Federação
Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil (FENAGUARDAS), que
divulgou nota, nessa segunda-feira (23), rebatendo a cobrança feita por Nogueira.
A nota, que não citou o nome de
Nogueira nem da ANAEGEM, ressalta a participação dos Guardas Municipais no
combate ao coronavírus por ser também órgão de segurança pública. Esclarece que
a FENAGUARDAS vem concentrando esforços em ações voltadas a segurança da
categoria, inclusive com ações judiciais locais e distribuição de materiais de
proteção individual em cidades menos assistidas.
Seguindo a nota, a FENAGUARDAS destaca
que, “pessoas mal intencionadas tentam, neste momento de calamidade pública, utilizar
pautas importantes de reivindicação da categoria para politicagem barata,
despropositada, vil e rasteira”. A nota diz ainda que a cobrança feita por
Nogueira não apresenta “viabilidade jurídica”, que “demonstra brutal
desconhecimento técnico da questão que envolve o tema”.
Por fim, a nota também tenta esclarecer
que, “a propositura de qualquer ação judicial para discutir benefícios à
categoria no momento em que o país atravessa uma situação de calamidade pública
sem precedentes destoa, por completo, os princípios que norteiam a Guarda
Municipal”.
Confira a nota da FENAGUARDAS
Confira a nota da FENAGUARDAS

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