24 de março de 2020

ANAEGM cobra que FENAGUARDAS entre com mandado de segurança para garantir direito isonômico aos Guardas que estão combatendo o COVID-19


O presidente da Associação Nacional de Altos Estudos em Guardas Municipais (ANAEGEM), Izdalfredo Nogueira, divulgou áudio nas mídias sociais, no último final de semana, cobrando da Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil (FENAGUARDAS), que a entidade entre com um mandado de segurança, na esfera federal, visando assegurar direito isonômico aos Guardas Municipais do Brasil em caso de haver afastamento ou contaminação pelo COVID-19.

Durante a cobrança dirigida a FENAGUARDAS, Nogueira destacou que os Guardas Municipais do Brasil “continua sem direito a Previdência Social”. Ressaltou que a categoria vem contribuindo no combate ao COVID-19 “sem nenhuma garantia”. Lembrou que, se um Guarda Municipal se infectar e falecer a aposentadoria deixada será “apenas de 50% mais 10% do seu salário base”.

Cobrando iniciativa da FENAGUARDAS, Nogueira salientou que a Federação, por dispor de maior estrutura financeira, “deveria mover um mandado de segurança”, na esfera federal, “para promover o direito a aposentadoria especial”, ou pelo menos a “inclusão da categoria na TNU 222”, o que classificaria a profissão de Guarda Municipal como sendo de risco dado a exposição a agentes biológicos.

Por fim, Nogueira faz apelo para que Guardas Municipais do Brasil filiados a Sindicatos membros da FENAGUARDAS cobre a impetração de mandado de segurança visando garantir direito de isonomia frente a qualquer tipo de situação decorrente da exposição ao risco de contaminação pelo COVID-19.

A cobrança feita pelo presidente da ANAEGEM, Izdalfredo Nogueira, em defesa dos Guardas Municipais do Brasil, não agradou a Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil (FENAGUARDAS), que divulgou nota, nessa segunda-feira (23), rebatendo a cobrança feita por Nogueira.

A nota, que não citou o nome de Nogueira nem da ANAEGEM, ressalta a participação dos Guardas Municipais no combate ao coronavírus por ser também órgão de segurança pública. Esclarece que a FENAGUARDAS vem concentrando esforços em ações voltadas a segurança da categoria, inclusive com ações judiciais locais e distribuição de materiais de proteção individual em cidades menos assistidas.

Seguindo a nota, a FENAGUARDAS destaca que, “pessoas mal intencionadas tentam, neste momento de calamidade pública, utilizar pautas importantes de reivindicação da categoria para politicagem barata, despropositada, vil e rasteira”. A nota diz ainda que a cobrança feita por Nogueira não apresenta “viabilidade jurídica”, que “demonstra brutal desconhecimento técnico da questão que envolve o tema”.

Por fim, a nota também tenta esclarecer que, “a propositura de qualquer ação judicial para discutir benefícios à categoria no momento em que o país atravessa uma situação de calamidade pública sem precedentes destoa, por completo, os princípios que norteiam a Guarda Municipal”.

Confira a nota da FENAGUARDAS 

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