Em
atendimento a uma determinação feita pela SEMSCS (Secretaria Municipal de
Segurança Comunitária e Convívio Social), a Inspetoria Geral da Guarda
Municipal estaria colhendo atestados e declarações médicas dos que estão submetidos
ao regime de teletrabalho para posterior análise e provável corte do adicional
por parte da SEMSCS.
O
Decreto publicado pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), no dia 16 de março, criou o regime de teletrabalho com validade pelo prazo que perdurar a situação
de Emergência em Saúde Pública gerada pela pandemia do COVID-19.
Ainda
de acordo com Decreto Municipal, ficam afastados das funções servidores,
estagiários e colaboradores com idade superior a 60 anos, portadores de doenças
cardíacas ou pulmonar, transplantados, portadores de doenças tratadas com
medicamentos imunodepressores, quimioterápicos ou diabéticos.
A
prefeitura de Maceió também teria tentado cortar a insalubridade dos Agentes
Municipais de Saúde. Em contato com o Blog, o presidente do SINDACS-AL,
Fernando Cândido, disse que a entidade teria reagido a essa investida e
encaminhado denúncia ao gabinete de crise epidemiológica criado para funcionar
virtualmente pela Procuradoria Regional do Trabalho.
Nesse
caso dos Agentes Municipais de Saúde, teria sido firmado um Termo de
Ajustamento de Conduta, através do qual a prefeitura teria se comprometido a
não cortar a insalubridade dos Servidores em regime de teletrabalho nem dos que
viessem a se afastar por suspeita ou contaminação pelo COVID-19.
O
presidente do Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Alagoas, Carlos Antônio
(Pisca), já teria sido informado sobre essa possibilidade de os Guardas
Municipais que estão no teletrabalho sofrerem o corte do adicional noturno, e
por conta do feriado dessa sexta-feira teria assegurado que na segunda-feira
04/05, a entidade tomaria as providência necessárias.
Com
os salários defasados há mais de três anos, muitos Guardas Municipais com idade
acima dos 60 anos e outros portadores de doenças previstas no Decreto
Municipal, já avisaram que, havendo o corte do adicional, não restará
outra alternativa a não ser voltar a trabalhar para não impactar mais ainda o
orçamento familiar, decisão que pode acarretar em risco extremo de contaminação
para o próprio GM, para seus familiares e a população em geral.

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