2 de maio de 2020

GUARDAS MUNICIPAIS, DEMAIS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA E SERVIDORES DA SAÚDE NÃO TERÃO SALÁRIOS CONGELADOS, DECIDE O SENADO FEDERAL


Durante sessão remota realizada neste sábado (2), o Senado Federal votou pela não inclusão dos Guardas Municipais, demais Profissionais da Segurança Pública e Servidores da Saúde no congelamento salarial, por 18 meses, previsto no Projeto de Lei Complementar (PLP 149/2019), que repassa recursos da União aos Estados e Municípios.

De acordo com o texto aprovado, fica proibido nas esferas federal, estadual e municipal, até 31 de dezembro de 2021, conceder, por exemplo, reajuste salarial, progressões e promoções funcionais, realizar concurso público ou aumentar qualquer despesa com pessoal mesmo tendo havido aumento de arrecadação.

A estimativa do governo federal é economizar cerca de R$ 130 bilhões com mais essa medida perversa de arrocho praticado contra os Servidores Públicos do país. O pacote de socorro, que será repassado a Estados e Municípios, soma R$ 120 bilhões.

É oportuno ressaltar o esforço e o empenho de todas as lideranças representativas dos Guardas Municipais, tanto na esfera nacional quanto no âmbito estadual e municipal, para que a categoria fosse inclusa e permanecesse no texto do PLP.

Não é de agora que o presidente Bolsonaro e o ministro da economia, Paulo Guedes, tenta culpar o funcionalismo público por todas as crises desse país, inclusive jogar a opinião pública contra os Servidores. No entanto, a sociedade tem acompanhado atentamente e exaltado o trabalho dos profissionais da saúde e da segurança pública frente a essa pandemia.

Não podemos deixar de enaltecer, com imenso pesar, aqueles servidores que já sacrificaram a própria vida para proteger e salvar milhões de brasileiros.

O PLP aprovado pelo Senado segue agora para a Câmara dos Deputados, cujo presidente, Rodrigo Maia, prometeu aprová-lo já na próxima segunda-feira (4).       

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