Durante
sessão remota realizada nesta terça-feira (5), a Câmara dos Deputados manteve
os Guardas Municipais de fora do congelamento salarial que será aplicado aos
demais Servidores Públicos que não então envolvidos diretamente no combate a
pandemia.
De
acordo com o texto aprovado, além dos Guardas Municipais e dos Servidores da
Saúde, também poderão ter os salários reajustados Professores, membros das
Forças Armadas, Profissionais de Limpeza, Servidores da assistência, como os
Defensores Públicos, Policiais Federais, Rodoviários e Ferroviários Federais,
Civis, Militares e Corpo de Bombeiros.
Como
contrapartida à liberação de recursos para estados e municípios, o PLP proíbe governadores
e prefeitos de reajustar salários dos Servidores até 31 de dezembro de 2021. O
texto proíbe também concurso público, promoções e progressões funcionais.
Uma
emenda aprovada pelos deputados proibiu prefeitos e governadores de fazerem uso
dos recursos que serão transferidos pela União para pagamento de reajuste
salarial as categorias. Prefeitos terão que usar recursos próprios se decidirem
conceder reajustes durante a crise gerada pela pandemia.
Como
os deputados fizeram mudanças no texto que havia sido alterado pelos Senadores,
o Projeto de Lei Complementar (PLP 149/2019), voltará ao Senado que definirá
pelo texto final a ser encaminhado a sanção do presidente Jair Bolsonaro.
Para
os Guardas Municipais de Maceió e demais Servidores que ficaram de fora do
congelamento salarial, não será nada fácil conseguir reposição ou progressão
funcional junto ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) durante esse crise.
O
funcionalismo acumula defasagem salarial por mais de três anos. Progressões por
mérito e titulação continuam estagnadas. Há um déficit de efetivo na Guarda
Municipal, por falta de concurso público, que perdura por mais de 20 anos.
O
Blog escutou lideranças de várias entidades representativas do funcionalismo público
de Maceió sobre a aprovação do PLP que trata da ajuda financeira da União a estados e municípios e do congelamento salarial dos Servidores.
Sidney Lopes (SINDSPREF)
Disse
não acreditar que o prefeito Rui Palmeira venha conceder reajuste ou progressão
funcional para apenas quatro seguimentos do funcionalismo público nesse momento
de crise, fazendo menção a Guarda, Saúde, Educação e Limpeza.
Sidney
Lopes criticou a unanimidade dos deputados federias em aprovar esse congelamento
salarial contra os Servidores, e classificou o ato do governo e do congresso
nacional como sendo uma medida discriminatória cujo efeito vem dividir e
prejudicar mais ainda a totalidade dos Servidores Públicos no processo de luta
por melhorias.
Disse também que se não houver avanço com a administração municipal o Sindicato irá recorrer ao judiciário a fim de salvaguardar direitos da categoria.
Carlos Antônio (SINDGUARDA-AL)
Disse que, em face da categoria também ter sido beneficiada ficando de fora da regra de congelamento salarial, o Sindicato irá cobrar da prefeitura de Maceió que seja retomada as discussões sobre o reajuste salarial dos Guardas Municipais e das progressões por mérito e titulação pendentes.
Salientou que, a Guarda Municipal é hoje o único órgão da prefeitura com dois óbitos registrados e oito Guardas Municipais infectados pelo COVID-19, em decorrência da categoria se encontrar na linha de frente combatendo a pandemia.
Fernando Candido
(SINDACS-AL)
Lamentando
a aprovação da proposta, tanto pelo Senado quanto pela Câmara, disse que os
parlamentares não deveriam ter aprovado esse congelamento salarial contra os
Servidores Públicos do país, e classificou o ato como sendo um absurdo e uma
chantagem política do governo federal, de só liberar ajuda financeira para
estados e municípios em troca do congelamento salarial dos Servidores.
Disse
também reconhecer a queda de receitas nos estados e municípios e a necessidade
urgente da ajuda do governo federal, porém condenou o fato de terem botado os
Servidores para pagar essa conta sacrificando o orçamento familiar. Lembrou que
essa medida também vai de encontro ao princípio da igualdade, e salientou que
categorias que não tem piso salarial vão ser prejudicadas com esse
congelamento.
Claudia Maria
(AGMEAL)
Também
repudiou e classificou como sendo absurda a atitude do governo federal de impor
o congelamento salarial dos servidores em troca do socorro financeiro aos
estados e municípios, todavia, reconheceu como sendo positivo o fato dos
profissionais que tem combatido a pandemia terem ficado de fora da regra de
congelamento.
“Os
profissionais envolvidos no combate a pandemia tem deixado seus lares e vem
arriscando a própria vida e de seus familiares para salvar e proteger a população,
deixar essas categorias de fora dessa medida absurda seria o mínimo que eles –
governo, senadores e deputados - poderiam fazer como forma de reconhecimento”.
Disse Claudia.
Claudia
Maria ainda ressaltou a importância de se intensificar a luta por melhorias no
sentido de tentar sensibilizar o prefeito Rui Palmeira a reconhecer o esforço
das categorias que se encontram na linha de frente combatendo o COVID-19.

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