Atuando
diuturnamente com baixo efetivo e desarmados GMs permanecem nos postos de
serviço arriscando suas vidas sem puder se defender ou
revidar a ação da bandidagem que continua invadindo, arrombando e até
assaltando prédios públicos em pleno horário de atendimento à população.
Sem
realizar concurso público há mais de duas décadas, a Guarda Municipal de Maceió
conta hoje com pouco mais de 690 Servidores, contingente que no passado já
superou os 1.200 GMs. A última e única aquisição de arma de fogo feita pela
prefeitura aconteceu em 1991, época em que foram comprados 50 revolveres
calibre 38.
Após
incêndio ocorrido na sede da Guarda Municipal nos anos 90, a corporação passou
a conta com apenas 17 revolveres, sendo15 armas obsoletas em uso e duas
inutilizadas. Nesse mês de maio essas armas completam 40 anos de uso.
Considerando
a eterna crise financeira vivida pela gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB),
uma saída para sanar esse déficit de arma de fogo na Guarda Municipal de Maceió
poderia vir da doação de armas por outros órgãos da segurança pública.
Em
abril desse ano, por exemplo, a Guarda Municipal de Guarulhos, em São Paulo,
recebeu como doação da Polícia Rodoviária Federal 180 pistolas Taurus PT 100,
calibre .40. Os GMs de Contagem, em Minas Gerais, correram atrás e conseguiram,
também da Polícia Rodoviárias Federal, doação de 368 pistolas PT 100 .40.
Pesquisa
realizada pelo Blog na Internet apontou que GMs de 127 cidades do país fazem
uso de armas de fogo provenientes de doações por outras corporações de
segurança pública.
Em
2018, por conta da eterna crise financeira vivida pela prefeitura, a SEMSCS
chegou a dar início a um processo que previa o recebimento de 160 revolveres
que seriam doados pela Polícia Civil alagoana, no entanto, em julho de 2019, o
atual titular da SEMSCS, Ênio Bolivar, decidiu não aceitar a doação e anunciou
que vinha buscando uma forma para adquirir novas armas de fogo.

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