AFIRMAÇÃO FOI DADA APÓS A
REUNIÃO ENTRE BOLSONARO, GUEDES E EMPRESÁRIOS COM O PRESIDENTE DO STF (SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL), MINISTRO DIAS TOFFOLI
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta
quinta-feira (7), que vetará o trecho do plano de socorro aos estados e
municípios que possibilita o reajuste salarial para categorias de servidores
públicos em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
"Volta para o servidor público, que tem estabilidade
e tem um salário. Há pouco, uma proposta do presidente da Câmara [Rodrigo Maia]
era de cortar 25% para todo mundo. O Paulo Guedes decidiu que poderia ser menos
drástico, apenas que até dezembro do ano que vem não tivesse reajuste. E assim
foi acertado", disse Bolsonaro.
O presidente lembrou que o Congresso Nacional, porém,
"entendeu que certas categorias poderiam ter reajuste", mas foi
categórico em seguida. "O que nós decidimos: eu sigo a cartilha de Paulo
Guedes na economia. Não é de maneira cega, não. É de maneira consciente e com
razão. Se ele acha que deve ser vetado esse dispositivo, assim será feito.
Devemos salvar a economia porque a economia é vida", acrescentou.
Nessa área, o Paulo Guedes é o senhor da razão, nós, se
essa for a orientação dele, vetaremos esse dispositivo [possibilidade de
reajuste do funcionalismo público", defendeu.
Pouco antes de Bolsonaro falar, o ministro da Economia
disse que sugeriu o veto. "Tô sugerindo ao presidente que vete, que
permita que essa contribuição do funcionalismo seja dada para o bem de todos e
da opinião pública brasileira [não dar aumento a eles", relatou ao lado do
chefe do Executivo.
O plano de socorro aos estados e municípios foi aprovado nesta quarta-feira (6) pelo Senado Federal.
A proposta destina repasses de R$ 60 bilhões e a suspensão de dívidas que
elevam o impacto total a R$ 120 bilhões aos entes federativos. O texto segue,
agora, para sanção presidencial.
O projeto já havia passado pelo Senado, mas, como sofreu
alterações de mérito na Câmara, teve de voltar para o crivo dos senadores. A Câmara blindou mais categorias de servidores públicos do congelamento
dos salários previsto no texto. Até policiais legislativos, que não têm
atividade ligada ao combate da covid-19, ficaram de fora do congelamento,
mostrando a força de pressão da área de segurança junto ao Palácio do Planalto
e o Congresso.
O congelamento era contrapartida para a aprovação do
socorro de R$ 60 bilhões para estados e municípios enfrentarem a doença e a
perda de arrecadação com a paralisação da economia por causa do isolamento
social. Pelo texto, o congelamento vai até 31 de dezembro de 2021.
Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP),
decidiu nesta quarta-feira (6) deixar os professores de fora do grupo de
servidores que não poderá ter reajuste salarial até 2021. Alcolumbre voltou a
incluir os policiais legislativos entre as categorias sem possibilidade de
aumento no período.
Ele também manteve entre as carreiras poupadas do
congelamento militares das Forças Armadas, agentes da Polícia Federal e Polícia
Rodoviária Federal, guardas municipais,
agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de assistência
social, além dos profissionais da saúde que atuam no combate à covid-19.
Fonte: R7

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